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Feira do Troca mobiliza colaboradores do Sebrae no DF

Iniciativa fez parte das ações do ”Mês da Gente” e estimulou consumo consciente e economia circular dentro da instituição
Por José Maciel | Clip Clap Comunicação
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Na última sexta-feira, 21 de agosto, colaboradores do Sebrae no Distrito Federal participaram da primeira edição da Feira do Troca, realizada em frente ao auditório da sede da instituição, no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). A atividade integra a programação do “Mês da Gente”, iniciativa institucional voltada ao desenvolvimento de pessoas, ao fortalecimento da cultura organizacional e à promoção de ações de saúde e bem-estar.

A proposta da feira consistiu em uma dinâmica simples, na qual cada colaborador interessado escolheu itens em sua casa – como roupas, sapatos, bolsas e até mesmo eletrodomésticos – para trocá-los por novos objetos, sem custos. Caso o interessado não possuísse um item para a permuta, a aquisição ainda era possível mediante um valor simbólico, mantendo o foco na circulação e no reaproveitamento dos produtos.

Segundo Rafaela Ferreira, analista da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistemas de Negócios e membro do Comitê de Sustentabilidade do Sebrae no DF, a feira propôs uma reflexão aos colaboradores da instituição a repensar hábitos de consumo e a enxergar valor em objetos que, de outra forma, poderiam ser simplesmente descartados, o que garantiu boa adesão à primeira edição da atividade.

Foto: Renato Alves | Ascom Sebrae no DF

“Nosso objetivo foi mostrar que sustentabilidade também está presente nas pequenas escolhas do dia a dia. Muitas vezes acumulamos objetos que não utilizamos mais, enquanto eles podem ser úteis para outras pessoas. A Feira da Troca nos convidou a repensar hábitos de consumo, prolongar a vida útil dos produtos e reduzir o desperdício. A economia circular começa em casa, quando aprendemos a reutilizar, compartilhar e dar novos destinos ao que já temos. Foi gratificante ver o engajamento dos colaboradores e perceber que pequenas atitudes podem gerar grandes impactos para o meio ambiente”, destacou.

Na avaliação de Nayá Lima, analista da Assessoria de Comunicação e também membro do Comitê de Sustentabilidade do Sebrae no DF, a realização da primeira edição da feira foi o ponto alto de uma jornada que começou muito antes da sexta-feira. Ela lembrou que ao longo da semana, os colaboradores da instituição participaram de diversas outras atividades, incluindo palestras sobre economia circular e até mesmo realizaram visitas técnicas a cooperativas de reciclagem, momentos em que foram municiados com reflexões para que a mentalidade de reaproveitamento deixasse de ser uma ação pontual e passasse a integrar o dia a dia da instituição.

“Nosso objetivo com a Feira do Troca foi mostrar que tudo o que temos em casa pode circular. Mesmo um objeto que carrega uma história pessoal pode ter esse ciclo continuado, levando alegria para outra pessoa. Queremos que isso se transforme em cultura e em uma prática diária: refletir sobre o destino de nossas coisas e entender que, quando perdemos o interesse em algo, ele pode ser útil para outra pessoa”, complementou Nayá.

Uma das primeiras colaboradoras do Sebrae envolvida pela realização da feira foi Vera Lúcia Pires, analista da Gerência de Operações (GEOP), que comentou sobre a importância de transformar a iniciativa em uma prática recorrente. Para ela, a feira cumpre um papel educativo e social, incentivando o consumo consciente ao mesmo tempo em que revela talentos e produções dos próprios colegas de trabalho. Durante a atividade, Vera aproveitou para vislumbrar os itens disponíveis, com atenção especial aos materiais de papelaria. “A iniciativa é excelente e deveria ser incorporada ao calendário anual do Sebrae para consolidar o hábito da troca entre as equipes. Além de promover a circularidade, o evento permite conhecermos melhor as aptidões dos nossos colegas fora das rotinas habituais. É uma oportunidade valiosa para observar o que está sendo oferecido e identificar produtos com potencial de reuso, como os itens de papelaria, que sempre despertam meu interesse”, pontuou a analista.

Além de estimular o consumo consciente, a Feira do Troca abriu um importante espaço para que os colaboradores do Sebrae no DF revelassem talentos e atividades que desenvolvem paralelamente às suas funções diárias. Jaqueline Leão, analista da Gerência de Administração e Finanças (GEAF), foi uma das participantes que aproveitou a oportunidade para expor sua produção de papelaria artesanal.

Foto: Renato Alves | Ascom Sebrae no DF

Com dez anos de casa, Jaqueline mantinha um projeto formalizado como microempreendedora individual (MEI), mas precisou pausar as atividades comerciais após uma mudança de residência que reduziu seu espaço de produção. A feira marcou o reencontro da analista com o público e a chance de apresentar itens como agendas, cadernos, post-its e calendários personalizados aos colegas.

Para Jaqueline, a adesão superou as expectativas e reforçou a importância de momentos de integração que valorizem o potencial criativo das equipes. “Foi a primeira vez que tive a oportunidade de trazer minha produção para dentro do Sebrae e o retorno foi extremamente positivo. Muitas colegas não conheciam esse meu trabalho e houve uma identificação imediata, especialmente pelo apreço que compartilhamos pelos itens de papelaria. Ver meus produtos circulando e despertando o interesse das pessoas, após um período de pausa no projeto, foi gratificante. Iniciativas como essa são fundamentais para fortalecer a nossa cultura interna e permitir que novos talentos e ideias empreendedoras ganhem visibilidade entre nós”, destacou a analista

Sobre o Mês da Gente

A proposta nasceu da parceria entre a Gerência de Talentos (GET), o Comitê de Sustentabilidade e a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPAA), e tem foco em todos os públicos do Sebrae, de estagiários e funcionários terceirizados a analistas e membros da diretoria executiva. A programação é extensa e diversificada, passando por momentos de reflexão sobre temas como saúde mental, bem-estar e práticas sustentáveis. Entre as atividades estão oficinas de jardinagem, palestras sobre gestão de resíduos orgânicos e economia circular, e visitas técnicas.

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