O debate sobre políticas públicas também esteve em evidência durante o Alimenta 2026. Na Arena Alvorada, um dos espaços montados para o evento, que ocorreu no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, o Sebrae no Distrito Federal promoveu o Laboratório de Políticas Públicas da Alimentação do DF. A iniciativa foi idealizada para transformar os principais desafios da cadeia da alimentação em propostas concretas de políticas públicas, programas, projetos, aperfeiçoamentos normativos e iniciativas de governança.
Com a realização da atividade, a instituição buscou contribuir para uma agenda permanente de melhoria do ambiente de negócios e de fortalecimento do setor, deixando como legado do Alimenta uma construção coletiva capaz de aproximar as necessidades do setor produtivo das políticas públicas.
“Mais do que apontar problemas, o laboratório aconteceu com o objetivo de desenvolver propostas viáveis e identificar caminhos para sua implementação”, ressaltou Elaine Araújo, analista da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistemas de Negócios (APEC) do Sebrae no Distrito Federal.

O trabalho começou antes mesmo da abertura do Alimenta 2026. Por meio de uma escuta qualificada com lideranças de diferentes segmentos, o Sebrae trabalhou para identificar, compreender e priorizar os principais gargalos e oportunidades da cadeia de alimentação no Distrito Federal. Essa escuta foi feita em grupos focais dos segmentos de agricultura, indústria da alimentação, bares e restaurantes e turismo gastronômico, que reuniram empresários, produtores, especialistas e representantes institucionais com amplo conhecimento e experiência no setor.
Entre os temas que orientaram as discussões estiveram o ambiente regulatório, o acesso a mercados, a infraestrutura e a logística, a qualificação profissional, a inovação, a integração entre os elos da cadeia, a valorização da produção local e o fortalecimento de Brasília como destino gastronômico.
Com o diagnóstico em mãos, o Sebrae reuniu, durante dois dias de evento, representantes do setor produtivo, do poder público, da academia, de entidades representativas e de instituições de apoio. Em um primeiro momento, os participantes se dividiram por segmento para detalhar os entraves e, em seguida, aprofundaram cada um deles para formular soluções.
Por fim, submeteram as propostas a uma banca técnica formada pelo gerente da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistemas de Negócios do Sebrae no Distrito Federal, Jorge Adriano; pelo assessor parlamentar da instituição, Benício Tavares; pelo advogado Alexandre Steil; pela secretária executiva de Gestão Estratégica da Secretaria de Estado de Governo do Distrito Federal, Sueli Rodrigues; e pelo coordenador do Centro de Gestão e Inovação da Agricultura Familiar da Universidade de Brasília (UnB), Mário Ávila.
A banca teve o papel de analisar as sugestões e indicar aprimoramentos quanto à sua viabilidade técnica, jurídica, operacional e financeira, contribuindo para recomendações mais consistentes e aplicáveis.
Concluída essa etapa, todo o material será sistematizado em um documento a ser entregue ao Legislativo e ao Executivo locais. O objetivo é que o poder público possa absorver as demandas do setor e oferecer respostas construídas em conjunto. “A ideia é conectar essas pontas para que todos consigam trabalhar juntos. Se conseguirmos ampliar a visão do empresário sobre o governo e a do governo sobre o empresário, as chances de termos, em Brasília, um ambiente de negócios melhor serão muito maiores”, explicou Jorge Adriano.

“Produzimos bons produtos e oferecemos bons serviços na gastronomia. Temos um grande potencial para fazer a cidade se destacar nesse setor. Por isso, precisamos de políticas públicas que estimulem e favoreçam o surgimento de novas empresas e o desenvolvimento das que já estão em atividade”, concluiu o gerente.

