Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal tomaram a quadra de esportes do Centro de Ensino Médio 111 do Recanto das Emas na última terça-feira, 9 de setembro, para a realização da etapa regional do Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal. A iniciativa, organizada pela Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), contou, pelo terceiro ano consecutivo, com o apoio do Sebrae no DF, fundamental para a mobilização da comunidade escolar e o incentivo à produção e divulgação científica, tecnológica, empreendedora e cultural.
Mariana Ayres, coordenadora regional de ensino do Recanto das Emas, falou acerca da estrutura que a regional possui atualmente e ressaltou o desafio dos educadores para garantir que uma educação de qualidade alcance cerca de 29 mil estudantes, distribuídos em um total de 32 unidades escolares nas áreas urbana e rural do Recanto das Emas, e também em Água Quente, local instituído há pouco mais de dois anos como região administrativa do Distrito Federal. A região conta também com oito creches parceiras, totalizando 40 unidades de educação.
A coordenadora também comentou sobre a diversidade e o impacto dos projetos desenvolvidos para serem apresentados na etapa regional do circuito. “Os nossos estudantes se envolvem de uma forma profunda nos trabalhos de pesquisa. O professor está ali perto, orientando, mas é o estudante que funciona como motor de desenvolvimento das iniciativas. Eles querem causar impacto social e sempre trazem soluções pertinentes para os problemas que são propostos”, afirmou.
Mariana pontuou, ainda, acerca da importância da colaboração estabelecida entre a Secretaria de Estado de Educação e o Sebrae no DF. Segundo ela, a instituição de apoio aos pequenos negócios e fomento ao empreendedorismo desempenha um papel de extrema relevância no incentivo aos estudantes e professores, viabilizando a busca por conhecimentos, o que ajuda a elevar o nível dos projetos. “O Sebrae tem uma atuação muito presente aqui nas escolas do Recanto. É uma instituição que está ao nosso lado em várias atividades e nessa etapa regional do circuito não seria diferente. O sentimento é de felicidade em poder contar com uma organização desse quilate em nossas eventos”, observou.
O Sebrae atuou mobilizando os estudantes e todo o público que passou pelo local do evento com um espaço interativo, onde foram ofertadas atividades como oficinas com canetas 3D e jogos educativos.
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Nos arredores do espaço, outros estandes montados também atraíam o público para conhecer projetos desenvolvidos a partir do tema proposto para esta edição do circuito de ciências. O evento tem buscado estimular a pesquisa, a criatividade e o protagonismo estudantil, promovendo um debate sobre a preservação dos recursos hídricos, alinhado ao tema “Água para quê?” e à 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), cujo foco é “Planeta Água: Cultura oceânica para enfrentar as mudanças climáticas no meu território”.
Entre os projetos apresentados, estava uma iniciativa do Centro de Ensino Médio 804 do Recanto das Emas, que propôs a coleta automatizada de água da chuva com o uso do Raspberry Pi, um computador do tamanho de um cartão de crédito projetado para ser acessível, versátil e de baixo custo, com o objetivo de promover o ensino da ciência da computação e de eletrônica de forma acessível ao redor do mundo. Coordenado pelo professor de física Mateus Gross, o projeto do sistema de coleta visa utilizar a placa Raspberry Pi para automatizar a coleta de água da chuva, promovendo a economia desse recurso. As etapas de desenvolvimento incluíram pesquisa teórica, planejamento da estrutura, montagem do protótipo, criação da interface, testes e ajustes.
O estudante Felipe Lindemberg, integrante da equipe do projeto, contou que seu interesse em eletrônica e sua busca por soluções tecnológicas o motivaram a participar da iniciativa. Ele enxerga na inovação um caminho para contribuir com problemas sociais, como a conscientização sobre recursos hídricos. “O projeto que desenvolvemos envolve eletrônica, um assunto que gosto bastante, e por isso logo me interessei. Nos reunimos para pensar, para ver possibilidades e encontramos uma solução simples, mas que tem muito a colaborar com a preservação do nosso planeta”, disse ele.

A participação dos colegas, segundo Felipe, foi fundamental para o êxito do projeto. Ele salientou a importância do trabalho em equipe, meio pelo qual diferentes perspectivas podem enriquecer o processo criativo. “A participação deles foi essencial para estar fazendo essa criação, porque querendo ou não, quando você trabalha em equipe, é algo mais fácil de desenvolver, porque vem ideias dali, vem ideias daqui e isso acaba gerando debates para a boa construção de um projeto”, completou.
O 14º Circuito de Ciências das Escolas Públicas do Distrito Federal promove suas etapas regionais até esta sexta-feira, dia 12. Detalhes e informações adicionais podem ser consultados no portal oficial da iniciativa: circuitocienciasedf.com.br.
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