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Capacitação prepara agentes locais de inovação para novo ciclo do Programa ALI

Encontro reuniu os 20 agentes do programa para alinhamento metodológico, troca de experiências e atualização das diretrizes do segundo ciclo de 2026
Por Jamile Rodrigues | Clip Clap Comunicação
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O Sebrae no Distrito Federal promoveu, na tarde de terça-feira, 14 de julho, uma capacitação destinada aos Agentes Locais de Inovação (ALI). O encontro, realizado na Agência de Atendimento do Sebrae em Taguatinga, reuniu os profissionais para alinhamentos metodológicos, atualização das diretrizes nacionais e atividades voltadas ao fortalecimento das relações da equipe. A atividade também marcou o início da nova etapa de acompanhamentos do Programa ALI para o segundo ciclo de 2026.

A programação foi dividida em dois momentos. Durante a primeira parte, consultores seniores apresentaram as atualizações implementadas pelo Sebrae Nacional na metodologia do ALI, abordando ajustes relacionados aos processos de acompanhamento, registro de evidências e utilização dos sistemas que orientam o acompanhamento das empresas. Na sequência, os agentes participaram de dinâmicas sobre o conceito de “humano sustentável”, tema que propôs reflexões sobre colaboração, escuta ativa e desenvolvimento de competências interpessoais.

Segundo a gestora do Programa ALI no Sebrae no Distrito Federal, Rosimeyre Prado, a capacitação presencial acontece mensalmente para garantir que todos os agentes se mantenham alinhados a metodologia.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

“O programa iniciou um novo ciclo agora em julho, por isso essa capacitação é especial e, neste momento, apresentamos todas as atualizações definidas pelo Sebrae Nacional, que é quem desenvolve a metodologia. Sempre que há mudanças nos sistemas, nas entregas ou na forma de acompanhamento das empresas, fazemos essa reciclagem. Também é o momento de integrar novos agentes e fortalecer a troca de experiências e conexões entre todo o grupo”, explicou.

Atualmente, o programa conta com 20 agentes locais de inovação. A expectativa é acompanhar aproximadamente 470 empresas neste segundo ciclo de 2026, repetindo o número de adesões registrado na etapa anterior.

Antes da inclusão no programa, cada empresa passa por uma avaliação de perfil para verificar se atende aos critérios estabelecidos pela metodologia, direcionando o acompanhamento aos empreendimentos que demonstram engajamento e abertura para implementar melhorias, fortalecendo as condições para a adoção de práticas inovadoras e o alcance de resultados consistentes em produtividade e competitividade.

Além das atividades de capacitação, o encontro também coincidiu com a presença do contador Urley Luca na Agência Sebrae Taguatinga. Atualmente, ele atua no local por meio da parceria entre o Conselho Regional de Contabilidade do Distrito Federal (CRC/DF) e o Sebrae no DF, prestando orientações a empreendedores em sistema de escala. Ele participou do primeiro ciclo do ALI em 2026 e foi acompanhado pela agente Michele Hironda, experiência que motivou um estudo de caso desenvolvido posteriormente pelo agente Renato Malta.

“Quando iniciamos o acompanhamento, o Urley ainda tinha muitas dúvidas sobre o posicionamento do negócio e sobre qual público queria atender. Ao longo do acompanhamento, utilizamos laboratórios, eventos coletivos e outras soluções do Sebrae para ampliar essas conexões e ajudá-lo a compreender melhor o mercado. Ele sempre participou ativamente das atividades e isso contribuiu bastante para sua evolução”, relatou Michele.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

O agente Renato Malta, visualizou no case oportunidade para realizar seu trabalho acadêmico, ficou responsável por transformar essa trajetória em um estudo de caso baseado na metodologia do Sebrae. Para isso, revisitou todo o processo de acompanhamento desenvolvido pela colega e entrevistou o empreendedor para compreender os resultados alcançados.

“Um dos aspectos que mais me chamou atenção foi a mudança de mentalidade. Mais do que melhorias técnicas, o Urley passou a enxergar a empresa com uma visão mais estratégica, assumindo cada vez mais o papel de empresário. O estudo buscou justamente compreender como essa transformação aconteceu ao longo do acompanhamento realizado pelo ALI”, complementou Renato.

Para Urley Luca, o diferencial do programa está na profundidade do diagnóstico realizado junto às empresas. “O ALI é diferente de uma consultoria. Ele faz um estudo aprofundado do negócio e do mercado. Recebi informações sobre oportunidades, concorrência, nichos e planejamento estratégico que me deram um direcionamento muito mais claro para definir onde queria atuar. Hoje tenho foco nas micro e pequenas empresas, nos MEIs e no terceiro setor, algo que ficou muito mais evidente durante esse processo”, destacou o empreendedor.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Agora, os agentes locais de inovação iniciam a fase de captação e adesão de empresas interessadas em participar do segundo ciclo do Programa ALI. Nas próximas semanas, o grupo fará contato com micro e pequenas empresas dos setores de comércio, serviços e indústria para apresentar a metodologia do programa e identificar empreendimentos com potencial para integrar a jornada de acompanhamento, que prevê diagnóstico, definição de plano de ação e acompanhamento personalizado durante seis meses, com foco no aumento da produtividade por meio da inovação.

Para quem quiser conferir, os trabalhos acadêmicos do ALI estão disponíveis na plataforma aliacademy.sebrae.com.br .

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