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Sebraelab recebe evento de lançamento do novo ciclo tech

Ocasião marcou o lançamento oficial de projetos encampados pelo Sebrae no DF para impulsionar setores de TIC e games
Por José Maciel | Clip Clap Comunicação
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Empresários dos setores de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que atuam no segmento de provedores de internet, acompanhados de desenvolvedores de games do DF, participaram na última quinta-feira, 26 de março, do evento “O Novo Ciclo Tech”. A atividade movimentou o Sebraelab, no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC), e funcionou como espaço para a difusão de conhecimentos e networking. O encontro marcou o lançamento oficial de dois projetos promovidos pelo Sebrae no Distrito Federal: o Brasília Conecta TIC e o Sebrae Conecta Games.

A programação do evento foi aberta com um momento de matchmaking voltado à integração entre empresários de TIC e desenvolvedores de games locais. A atividade foi conduzida por Humberto Barbosa, diretor executivo da Brasil Startups, que propôs uma análise sobre os fatores que impedem Brasília de se consolidar como o principal hub digital global. Ele mencionou a ausência de conexões estratégicas e a existência de bloqueios estruturais como os principais obstáculos para esse desenvolvimento e, ao final, orientou os participantes a explorarem as potencialidades de seus negócios para estabelecer vínculos comerciais e ampliar a presença do setor no mercado.

A diretora técnica do Sebrae no Distrito Federal, Diná Ferraz, destacou a importância da instituição como ponte estratégica entre os diferentes atores do ecossistema local de inovação. Ela reforçou que, além de promover conexões entre os setores de TIC e games, o Sebrae oferece o suporte operacional e a estrutura de gestão necessários para que as empresas locais possam escalar seus negócios com segurança e organização.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

“O papel do Sebrae é justamente estabelecer essa conexão e oferecer o suporte operacional indispensável para as ideias de negócios de vocês avancem. Para crescer, é preciso organização e gestão. Por isso, disponibilizamos nossa estrutura robusta para que cada empreendedor transforme seus sonhos em resultados com responsabilidade. Tenho certeza de que este evento e o andamento dos projetos será um marco para a ampliação de conhecimentos e fortalecimento de vínculos”, afirmou Diná.

Na sequência, foi a vez do coordenador dos projetos de TIC e Games do Sebrae Nacional, Eúde Cornélio, falar ao público presente no evento. Ele salientou a relevância dos setores de TIC e Games como pilares fundamentais da economia criativa brasileira e comentou acerca da estratégia da instituição para elevar a competitividade das empresas do Brasil ao nível internacional, fundamentada em três eixos centrais: o estrutural, focado em políticas públicas e marcos legais; o sistêmico, voltado para a governança e união de atores do mercado; e o empresarial, que abrange a gestão direta e o acesso a novos mercados.

“Nosso objetivo é garantir que os desenvolvedores e criadores brasileiros tenham solidez para competir em pé de igualdade no mercado global. O Sebrae trabalha para unir forças entre empresários, associações e poder público, assegurando que o setor de tecnologia e games continue sendo um motor vantajoso para a economia do Distrito Federal e de todo o país”, assegurou Cornélio.

A gestora dos projetos Brasília Conecta TIC e Sebrae Conecta Games, Cláudia Bonifácio, detalhou as ações que conduzirão a jornada dos empresários ao longo de 2026. Para ambos os setores, o ponto de partida será um diagnóstico de maturidade empresarial, ferramenta que permitirá ao Sebrae analisar o estágio de cada negócio e traçar estratégias personalizadas para o ano. Desse modo, a instituição oferecerá uma trilha de capacitação e ações capazes de impulsionar o faturamento e promover uma transformação estrutural na rotina das empresas participantes. O cronograma também inclui ações práticas de mercado, como a participação em rodadas de negócios e missões empresariais.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Segundo Cláudia, essas iniciativas marcam o início de um período focado em acesso direto ao mercado e no fortalecimento de setores que, há mais de uma década, buscavam uma atuação conjunta com o Sebrae. “Nosso objetivo é transformar o potencial criativo em empresas sólidas e competitivas. Queremos ver o desenvolvedor de games e o empresário de TIC crescendo com o suporte técnico necessário para alcançar mercados globais. O Sebrae está pronto para oferecer o apoio necessário, mas o sucesso depende da prontidão. Os empresários precisam estar decididos a aderir aos projetos e a ocupar seus espaços no cenário nacional”, explicou a gestora.

A vice-presidente executiva do Sindicato das Indústrias da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF), Lúcia Soares, reforçou que a importância da convergência de esforços é fundamental e histórica. Para ela, o Sebrae é um parceiro indispensável na trajetória de desenvolvimento do setor tecnológico da capital federal e atua como um grande facilitador, garante que as micro e pequenas empresas locais não apenas se formalizem, mas ganhem musculatura para ampliar sua presença no mercado, consolidando o DF como um verdadeiro celeiro de inovação. “Essa parceria estratégica viabiliza projetos que transformam o ecossistema de tecnologia do DF em uma base sólida e competitiva para o futuro”, complementou Lúcia.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Após a apresentação dos projetos, a programação seguiu com uma análise sobre o impacto das novas tecnologias na visibilidade empresarial. A CEO da BP Marketing e da startup BP Hub, Bia Portela, conduziu uma palestra sobre as estratégias necessárias para que uma empresa seja mapeada e recomendada por sistemas de Inteligência Artificial (IA). Durante a apresentação, a especialista detalhou os passos fundamentais para o posicionamento de marca atualmente, destacando a evolução dos mecanismos de busca tradicionais para modelos de resposta inteligente, além de explicar que a visibilidade digital, agora, depende de outros pilares de otimização.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Em seguida, o público presente ao evento pôde conferir o painel “Games, imersão e indústria criativa: como o DF pode se tornar um polo competitivo”, que reuniu especialistas e lideranças do setor para debater o potencial de Brasília como player relevante no desenvolvimento de jogos. O debate contou com a participação do coordenador executivo do Brasília Game Hub, Carlos Victor, o Cacá; do presidente da Associação dos Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos do Distrito Federal (Abring), Igor Rachid; da secretária executiva da associação, Thais Rodrigues; e do diretor de comunicação da organização, Hugo Vaz, que abordaram a importância da incubação de estúdios locais. A diretora de relações institucionais e governamentais da Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais (Abragames), Raquel Gontijo, foi outra figura a participar da atividade e trouxe a perspectiva institucional e governamental necessária para a escala nacional, enquanto Wenes Soares, profissional com 12 anos de trajetória e atuação em 17 países, compartilhou sua experiência na formação de talentos e na inserção de desenvolvedores no mercado global.

A internacionalização foi um dos temas também importantes da programação no Sebraelab, com foco nas competências necessárias para a competitividade global. Diretor executivo da Casper Technology, André Moura explorou, em um primeiro momento, as habilidades essenciais que os pequenos empresários de TIC e Games precisam desenvolver para atuar fora do Brasil. Na sequência, o CEO da Rogue Snail e desenvolvedor de jogos, Marcos Venturelli, contou sobre sua trajetória de 14 anos de mercado. Com uma equipe de 25 colaboradores, a empresa se consolidou no mercado externo alcançando um faturamento em dólar e uma base de mais de 4 milhões de jogadores. Venturelli compartilhou que, além de acumular 30 premiações internacionais, a estratégia inicial para ganhar espaço no exterior foi baseada na prospecção direta e persistente via e-mail.

As ações do Sebrae no DF para a expansão das atividades de empresas locais foram detalhadas pela analista da Assessoria de Políticas Públicas e Ecossistema de Negócios da instituição, Lilian Seabra. Ela apresentou a estruturação das ações que acontecem dentro do Projeto Sebrae Expor Brasília e combinam suporte teórico e prático, oferecendo desde capacitações coletivas até consultorias personalizadas.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

O cronograma prevê uma capacitação presencial nos dias 27 e 28 de maio, no Sebraelab. As oficinas terão foco aplicado, abordando três pilares fundamentais: a definição de modelos de internacionalização e mercados-alvo; os fundamentos legais e comerciais, como propriedade intelectual e precificação internacional; e as estratégias de acesso a mercado, que incluem a preparação de pitches, participação em feiras e adaptação cultural.

Em junho, o programa disponibilizará mentorias remotas e individuais. O objetivo dessas sessões é diagnosticar a maturidade exportadora de cada negócio e ajustar estratégias específicas, além de auxiliar na elaboração de materiais comerciais e planos de internacionalização customizados.

No total, o projeto vai entregar um pacote robusto de suporte, que inclui 15 horas de capacitação presencial, 20 horas de consultoria individual e recomendações estratégicas exclusivas. Além do preparo técnico, os participantes terão prioridade na seleção para missões internacionais e receberão orientações práticas sobre como acessar e participar de feiras globais, garantindo que as empresas do Distrito Federal entrem no cenário internacional com competitividade e segurança jurídica.

O evento ainda foi espaço para uma apresentação do analista de negócios internacionais, Felipe Modesto, representante do Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Distrito Federal (Fibra). Ele detalhou o cronograma do Exporta DF 2026, cujas ações são voltadas especificamente para empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) da região.

O programa, que foi oficialmente lançado no dia 31 de março, é dividido em três etapas fundamentais e inclui um ciclo de capacitações técnicas realizado em parceria direta com o Sebrae no DF. Como parte da Rede Brasileira de Centros Internacionais de Negócios (Rede CIN), coordenada pela CNI, a iniciativa visa disseminar conhecimento técnico e estabelecer condições seguras para a entrada de empresários brasilienses em mercados globais. O objetivo central dessa cooperação institucional é estimular a competitividade e diversificar a pauta de exportações do setor industrial e tecnológico do Distrito Federal.

O evento ainda promoveu uma imersão em iniciativas que impulsionam o desenvolvimento profissional e transformam carreiras por meio da inovação. O consultor Cássio Gomes, com sólida experiência em projetos de transformação digital, detalhou como o mapeamento e a automação com IA podem elevar a competitividade e a qualidade dos serviços nos provedores de internet.

Em sintonia com a necessidade de mão de obra qualificada, o Professor Santana, da Universidade Católica de Brasília (UCB), apresentou o projeto de residência tecnológica desenvolvida pela instituição de ensino desde 2024 e que visa transformar o ensino de tecnologia ao conectar mercado, instituições de ensino, empresas de tecnologia e profissionais de TI ao ecossistema de inovação. O bloco de apresentações foi encerrado pelo coordenador geral acadêmico da Faculdade Senac, Wesley Sepúlvida que abordou o tema “Inovação que Transforma Carreiras”, destacando como a modernização das matrizes curriculares e a experiência educacional focada em tecnologia são determinantes para preparar profissionais alinhados às demandas reais da indústria tecnológica do Distrito Federal.

As atividades do dia foram encerradas com uma apresentação do mentor e conselheiro empresarial Hamilton Félix, que detalhou como a gestão estruturada e a governança são diferenciais competitivos indispensáveis para o crescimento de pequenas empresas de TIC e games. Além dele, o público ainda pôde conferir a palestra “Liderança e Gestão na Era da IA Regenerativa”, que contou com a advogada especialista em inovação e presidente da Movement Regenera, Paloma Senna, e da estudante de Ciência da Computação e influenciadora digital, Ana Júlia Moura. Elas exploraram a interseção entre tecnologia, impacto social e inclusão digital, reforçando como a IA pode ser uma ferramenta de transformação humana e organizacional no ecossistema distrital.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Os empresários presentes ao evento e que estão na linha de frente do mercado, como Eduardo de Azevedo, idealizador do estúdio de desenvolvimento de games Crit 42, comemoraram o lançamento das iniciativas do Sebrae no DF. Atuando profissionalmente no setor desde 2020, ele destacou que vê como diferencial do projeto o foco na gestão e na visão de mercado, competências que muitas vezes ficam em segundo plano para o desenvolvedor focado apenas na técnica. “Muitas vezes, o desenvolvedor de games pensa apenas no jogo e na arte, e não em como gerir uma empresa ou em como vender seu produto. O apoio do Sebrae é positivo porque entra para pivotar esse conhecimento e ajudar os pequenos estúdios a escalarem com solidez”, pontuou o desenvolvedor.

Para Eduardo, o suporte também vai permitir ao empreendedor local romper barreiras geográficas com segurança. “Ter essa guia técnica e o preparo oferecido pelo Sebrae garante que a gente não fique à deriva diante de investidores, facilitando conexões que, sozinho, o empreendedor levaria muito mais tempo para construir. Esse novo ciclo dará a segurança de que o ecossistema do DF precisa para se conectar de forma estratégica e competitiva com o Brasil e o mundo”, complementou.

Quem também celebrou o lançamento dos projetos foi o comunicador e diretor de eventos da Abring/DF, Miron de Lélis. Envolvido com a indústria local desde 2012, ele destacou a evolução da maturidade dos estúdios brasilienses e a importância do suporte institucional para a consolidação dos negócios. “Vi essa comunidade se transformar em associação e hoje é gratificante perceber o amadurecimento dos estúdios, que deixaram de ser amadores para se tornarem referências. O apoio do Sebrae funciona como um selo de qualidade; ter a chancela da instituição ao conversar com um futuro parceiro ou investidor traz um reconhecimento essencial e valida todo o trabalho que foi plantado lá atrás”, afirmou Miron.

“Essa conexão permitirá que a nossa indústria dialogue com outros setores, transformando Brasília em um hub tecnológico e de inovação cada vez mais impressionante. É uma oportunidade única para os desenvolvedores viverem o mercado na prática, contando com uma guia técnica que abre portas para parcerias e investimentos estratégicos”, acrescentou ele.

Outro empresário presente ao evento foi Flávio Vicente, fundador da Supernet Fibra, empresa cuja operação atende desde residências a grandes corporações a partir de sua sede no Setor de Indústrias Gráficas (SIG). Ele vê a atuação do Sebrae no Distrito Federal como um elo necessário para organizar um setor que ainda enfrenta as dores do amadurecimento e da falta de mão de obra especializada. “Falta para muitos de nós, empresários de provedores de internet, a visão de que podemos nos ajudar e não ser apenas concorrentes. O Sebrae tem nos apoiado nesse trabalho, expandindo a nossa visão sobre assuntos estratégicos. E tudo o que tem a assinatura do Sebrae traz uma segurança e um apoio que nos permite respirar e planejar o futuro com mais solidez”, concluiu o empresário.

Foto: Samuel Andrade | Focus Produção de Imagem

Para desempenhar as ações dos projeto ao longo de 2026, o Sebrae no Distrito Federal consolidou uma robusta rede de cooperação que envolve o Sebrae Nacional e atores do setor de Tecnologia da Informação e Comunicação, incluindo a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Regional Distrito Federal (Assespro/DF); o Centro de Tecnologia de Software do DF (Tecsoft/DF); o Sindicato da Indústria da Informação do Distrito Federal (Sinfor/DF), a Universidade Católica de Brasília (UCB); a Faculdade de Tecnologia Senac; o Instituto Multiplicidade; a Brasil Startups; a Associação de Provedores do Distrito Federal (Aspro/DF); o Project Management Institute no Distrito Federal (PMI/DF); a Associação dos Desenvolvedores de Jogos do DF (Abring/DF); a BioTIC S/A; a Confederação Nacional das Associações das Empresas de Tecnologia da Informação (Confederação Assespro); e o Sindicato das Indústrias de Software e Serviços de Tecnologia da Informação do DF (Sindisei/DF).

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