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Prêmio Sebrae Mulher de Negócios reconhece 15 empreendedoras do Distrito Federal

Empresárias foram premiadas em cinco categorias; etapa nacional será realizada em novembro, no Espírito Santo
Por Jamile Rodrigues | Clip Clap Comunicação
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O empreendedorismo feminino reúne experiências que ultrapassam a abertura e a gestão de uma empresa. Em diferentes setores, mulheres transformam conhecimentos, necessidades e perspectivas pessoais em produtos, serviços e soluções capazes de movimentar a economia e responder a demandas da sociedade. Ao mesmo tempo, muitas ainda precisam desenvolver seus negócios em um ambiente marcado por dificuldades de acesso a crédito, sobrecarga de responsabilidades e barreiras para ocupar espaços de decisão e inovação.

É nesse contexto que iniciativas de reconhecimento podem contribuir para ampliar a visibilidade dessas trajetórias e aproximar as empreendedoras de oportunidades de capacitação, crédito e conexão. No Distrito Federal, a edição 2026 do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios recebeu 149 inscrições e premiou 15 mulheres em cinco categorias: Microempreendedora Individual; Produtora Rural ou Artesã; Pequenos Negócios; Ciência e Tecnologia; e Negócios Internacionais.

Realizada na última sexta-feira, 11 de setembro, a cerimônia reconheceu as três primeiras colocadas de cada categoria. Além da premiação, o encontro reuniu representantes do Sebrae e empreendedoras para destacar diferentes formas de atuação no mercado, desde a produção artesanal e rural até negócios voltados à tecnologia e à inserção internacional.

Na abertura do evento, Natany Lemos, gestora do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios no Sebrae no DF, ressaltou que a cerimônia também representa o encerramento de um processo de escuta e seleção de histórias empreendedoras.

Foto: Focus Produção de Imagem

“Esta é uma noite de agradecimento. Agradecimento às finalistas, que acreditaram no projeto, compartilharam suas histórias e chegaram até aqui, mas também a todas as mulheres que participaram e não foram selecionadas como finalistas. Cada história apresentada traz desafios, oportunidades, superação e muita coragem para empreender”, afirmou.

Segundo Natany, além de reconhecer as vencedoras, o prêmio dá visibilidade a mulheres que decidiram transformar ideias e experiências em negócios. “O prêmio existe para reconhecer essas trajetórias e dar visibilidade ao trabalho desenvolvido por mulheres em diferentes áreas’’, disse a gestora momentos antes de homenagear a banca avaliadora, que se dedicou a conhecer as histórias e tiveram responsabilidade de analisar os negócios e as experiências dessas empreendedoras.

Para Zoraia Leão, gerente de Atendimento Personalizado do Sebrae no DF, o prêmio integra uma estratégia de fortalecimento e reconhecimento do empreendedorismo feminino. “Este prêmio é um marco para o empreendedorismo feminino. O empreendedorismo é muito forte, e o Sebrae atua justamente nesse processo de fortalecimento e reconhecimento das mulheres empreendedoras, oferecendo uma oportunidade de crescimento e de valorização do trabalho que elas desenvolvem”, afirmou.

Microempreendedora Individual

A terceira colocada na categoria Microempreendedora Individual foi Andrea Ribas Silva de Azevedo, da Dona Cuca Pão de Queijo. Em segundo lugar, ficou Marcela Souza, da Esculturas Munay.

A vencedora foi Daisy Reis, da Preta Chique, biojoalheria voltada à produção de acessórios afro-brasileiros. A empreendedora contou que criou a marca a partir da própria experiência como mulher negra e da dificuldade de encontrar peças que representassem sua identidade.

Foto: Focus Produção de Imagem

“Tenho trabalhado muito ao longo de nove anos e acredito muito nessa marca, que nasceu de uma necessidade minha, de uma mulher negra que não encontrava acessórios que afirmassem a minha identidade. Então passei a produzir e, trabalhando nesse sentido, imprimindo meu próprio axé nessas peças, construí a Preta Chique. Estou realizada com esse prêmio”, afirmou Daisy.

Produtora Rural ou Artesã

Na categoria Produtora Rural ou Artesã, Josefa Francisca Gomes Ataide, do Chá da Terra, ficou em terceiro lugar. A segunda colocação foi conquistada por Acsa Barros Duarte, da Acsa Duarte Designer.

O primeiro lugar foi de Vesper Cardelino, da marca Vesper Cardelino, que desenvolve moda autoral a partir do upcycling. A empreendedora já criou mais de cem peças, principalmente com o reaproveitamento de jeans.

Foto: Focus Produção de Imagem

“Trabalhar com o upcycling não é fácil. Transformar cada retalho em algo novo exige tempo, criatividade e cuidado. Essa oportunidade que o Sebrae nos dá valoriza a mulher, e nós precisamos que nossos trabalhos sejam valorizados. O Sebrae olhou para o meu trabalho e está auxiliando nessa visibilidade, além de mostrar a importância da reciclagem e do consumo inteligente”, declarou Vesper.

Pequenos Negócios

Giannine Alves Siqueira, da Smart Care Corretora de Seguros, conquistou o terceiro lugar na categoria Pequenos Negócios. Adriana Labarrere, da Labarr, foi a segunda colocada.

A vencedora foi Brenda Boeschestein, da Dropsusten, iniciativa que reúne cerca de 600 fabricantes de produtos brasileiros, entre roupas, acessórios e eletrônicos, com foco em itens de apelo sustentável. A marca também desenvolve ações voltadas à conscientização dos consumidores sobre sustentabilidade.

Foto: Focus Produção de Imagem

Brenda relatou que começou a empreender aos 14 anos e relacionou a atividade empresarial à construção de sua autonomia e à superação de situações de violência. “Eu empreendo desde os 14 anos de idade e o empreendedorismo me salvou como mulher. Como mãe adolescente, ele me deu potencial para criar meus filhos. Também me salvou quando tive relacionamentos abusivos, porque me permitiu sair, sobreviver e me tornar a mulher que eu merecia ser”, contou.

Ciência e Tecnologia

Na categoria Ciência e Tecnologia, Francys Mara Ferreira Vilela, da Cesis, ficou em terceiro lugar. Roberta Rodrigues Pereira Cardoso, da Mundo Digital Tech, conquistou a segunda colocação.

O primeiro lugar foi de Viviane Farinho, da QMarka, empresa que atua com inteligência artificial para automação e estruturação de processos empresariais. A solução também trabalha com otimização de processos, programação e implementação da cultura de dados.

Foto: Focus Produção de Imagem

“Trabalhar com esse mundo novo é desafiador, porque a tecnologia sempre foi uma área predominantemente masculina. Então, entrar nesse espaço e conquistar prêmios é muito gratificante. Agora, nossa empresa se prepara para diversos outros sistemas e soluções focados em escalar sem contratar, que é exatamente aquilo com que trabalhamos”, disse Viviane.

Negócios Internacionais

Bárbara Lima de Andrade, da Navegantes, ficou em terceiro lugar na categoria Negócios Internacionais. A segunda colocação foi de Anna Luiza Chaves Peixoto, da Panier Brasil.

A vencedora foi Juliana Silva Brito, da Indie Hero, startup brasileira que atua na aceleração e conexão de desenvolvedores de jogos independentes, estúdios e investidores interessados no segmento. ‘‘Estamos nessa jornada há mais de seis anos e já alcançamos um faturamento interessante. Também trouxemos vários investidores internacionais para o mercado brasileiro e já mentoramos mais de 600 estúdios. Receber este prêmio é especialmente importante por sermos uma empresa de tecnologia liderada por uma mulher e com atuação internacional. Esse tipo de reconhecimento fortalece bastante a nossa marca e será muito importante para o nosso portfólio, além de consolidar a empresa com o selo do Sebrae’’, ponderou a vencedora.

Apoio ao empreendedorismo feminino

Diretora técnica do Sebrae no Distrito Federal, Diná Ferraz afirmou que a premiação reconhece mulheres que atuam em diferentes setores da economia e destacou os serviços oferecidos pela instituição para apoiar o desenvolvimento dos negócios.

“No prêmio deste ano nós premiamos 15 mulheres que se destacam nas mais diversas áreas, mostrando que hoje ninguém segura a mulher. Ela desempenha muito bem o seu papel em todos os setores da economia, e o Sebrae fica muito feliz de poder participar de um evento tão importante, em que possibilitamos e enfatizamos a importância da mulher no empreendedorismo de Brasília”, declarou.

Foto: Focus Produção de Imagem

Diná também mencionou ações de orientação em áreas como gestão, divulgação, estruturação e precificação. “Além do reconhecimento que esse prêmio oferece às mulheres empreendedoras, o Sebrae também proporciona oportunidades para que elas avancem em suas trajetórias e em seus negócios. Trabalhamos aspectos como gestão, divulgação dos produtos nas redes sociais, melhoria da estrutura da empresa e precificação dos produtos, para que elas possam alcançar melhores rendimentos”, explicou.

Representando o Sebrae Nacional, Eraldo Santos, gerente-adjunto da Unidade de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão, citou iniciativas voltadas ao reconhecimento e ao acesso a crédito para empresas lideradas por mulheres.

“Temos diversas iniciativas, entre elas o Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, que visa valorizar justamente a trajetória dessas mulheres espalhadas pelo Brasil. Outra iniciativa que temos é o FAMPE Mulher, o Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas lideradas por mulheres”, ponderou.

De acordo com Eraldo, o programa viabilizou mais de R$ 1,3 bilhão em crédito para empreendedoras de todo o país até julho deste ano, alcançando mais de 20 mil empresas lideradas por mulheres. “Esse conjunto de iniciativas existe para que possamos auxiliar as mulheres empreendedoras do nosso país a fazer essa travessia, essa jornada, para que tenham cada vez mais sucesso e continuem gerando renda e postos de trabalho no Brasil”, afirmou.

A etapa nacional do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios será realizada em 17 de novembro, no Espírito Santo, durante o EmpoderaDONAS.

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