Com o propósito de fortalecer o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do turismo no Distrito Federal, o Sebrae no DF e o Instituto Bancorbrás firmaram, recentemente, uma parceria estratégica. A iniciativa, batizada de Jornada do Pacto pelo Turismo Responsável, está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e consiste na realização de encontros itinerantes que visam qualificar os atores e estimular a criação conjunta de estratégias transformadoras, com foco especial em práticas de responsabilidade socioambiental para o setor.
O ponto de partida para a realização da jornada ocorreu ainda em dezembro de 2025, com uma oficina para diagnosticar desafios do setor e temas de interesse que dialogavam com o universo do turismo responsável.
Diante desse cenário, o Sebrae no DF e o Instituto Bancorbrás uniram esforços para transformar essa necessidade em uma ação estruturada. Em vez de se limitarem a eventos isolados, as instituições optaram por instituir uma rotina de encontros mensais, com uma dinâmica capaz de permitir o aprofundamento contínuo das pautas e facilitar a internalização efetiva dos princípios de sustentabilidade nos modelos de negócio.
“Criar um espaço contínuo de debate e reflexão sobre sustentabilidade é essencial para que o tema deixe de ser tratado de forma pontual e passe, de fato, a integrar a pauta estratégica das empresas. Quando promovemos encontros permanentes, estimulamos uma mudança de mentalidade, fortalecemos a cultura da responsabilidade e abrimos caminho para que mais negócios incorporem práticas regenerativas e alinhadas ao desenvolvimento sustentável”, explica a gestora dos projetos de Turismo do Sebrae no DF, Nathália Hallack.

“O turismo responsável que acreditamos é aquele que fortalece o território, valoriza as culturas locais e gera prosperidade compartilhada. A parceria de colaboração entre o Instituto Bancorbrás e Sebrae nasce para conectar propósito à prática e apoiar empreendedores a fazerem essa transição de forma concreta”, complementa Roberta Abreu, gerente executiva do Instituto Bancorbrás.
A jornada foi estruturada para ocorrer em oito encontros, realizados entre maio e dezembro, e abordar temas como diversidade, inclusão e parcerias colaborativas, além de questões práticas, como economia circular, mensuração de indicadores, acesso a fundos de investimento e obtenção de certificações.
O pontapé inicial ocorreu no início de maio, quando o Sebrae no DF recebeu os participantes no Sebraelab, localizado no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC). A atividade resultou em reflexões a partir do tema “Turismo Regenerativo e Experiências com Propósito” e contou com a participação de Jaqueline Gil, ex-diretora de Marketing Internacional, Negócios e Sustentabilidade da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur).

Dando continuidade ao cronograma, o segundo encontro foi realizado no início de junho, desta vez na sede do Instituto Bancorbrás, no Setor Bancário Norte. A pauta do dia centrou-se no tema “Marketing de Propósito e Impacto no Turismo” e contou com a participação especial da jornalista Ana Duék, referência em turismo sustentável. Durante a sessão, a palestrante trouxe reflexões cruciais sobre o papel estratégico da comunicação na construção de marcas e destinos, destacando como o marketing, quando utilizado com intencionalidade, torna-se uma ferramenta eficaz para viabilizar experiências com impacto positivo e promover o desenvolvimento sustentável do setor.
O terceiro encontro acontece na próxima terça-feira, dia 7 de julho, na sede do Sebrae no DF, localizada no Setor de Indústria e Abastecimento (SIA). Desta vez, o foco central será o tema “Turismo Inclusivo Como Estratégia de Negócio”.

Para aprofundar essa temática, o evento contará com a participação de Marklea Ferst, advogada, professora e pesquisadora reconhecida por sua atuação em temas como direitos humanos e inclusão. Especialista em acessibilidade no turismo e nos direitos das pessoas com deficiência, ela abordará como a inclusão, quando integrada de maneira consciente ao planejamento corporativo, deixa de ser apenas uma questão social para se tornar um diferencial competitivo essencial e um pilar fundamental para a sustentabilidade do setor.

